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Galáxia de Sombrero... um passeio. Um
passeio pelas galáxias. A magnificência do
espaço a brilhar na Sombrero. O chapéu
cósmico com abas estelares. Como pano de
fundo, ao longe, descortina-se surdinamente
o confronto violento, aparentemente
incólume, de duas galáxias em redemoinho.
Passivamente, ao lado duas galáxias que
quase imperceptivelmente escapam a um
observador menos atento. Marcante é o forte
contraste de uma estrela e a vizinha espiral
barrada. Um exemplo claro do abismo colossal
da aparência dos tamanhos. Algo que nos
desconcerta e nos desperta!
Tão distantes, tão eternas estas galáxias (e
estrelas)... fecho os olhos, sinto a fúria
de milhões de sóis em redor da Sombrero que
compõem toda uma galáxia com os seus gases e
poeiras. Os poetas deveriam ser astrónomos,
os artistas deveriam ser astrónomos pois são
os que melhor conseguem exprimir os
sentimentos, emoções de um simples olhar de
apreciação da beleza cósmica indiferente a
tudo o que as rodeia. Existem não para nos
deslumbrar, mas apenas por que simplesmente
existem. Nós é que somos os apaixonados e
ficamos como que cegos.
Quem ainda não olhou para a imagem com o
tempo que lhe é inteiramente devido, deve
fazê-lo! Olhem, imaginem, voem com a imagem!
Pensem um pouco o que ela nos oferece.
Imagens destas deveriam estar em murais!
Estas imagens ensinam-nos a estimar ainda
mais os céus que temos.
Um grande abraço universal a todos/as,

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