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| A estrela
e os Mitos |
Bom, como não poderia deixar de ser, também Júpiter tem mitologia associada. Talvez por ser dos planetas mais facilmente visíveis no céu nocturno, é também o que tem associada a personagem da mitologia clássica mais importante. Júpiter para os Romanos e Zeus para os Gregos, era só o senhor supremo de todos os deuses.
Mas avancemos então para os textos propriamente ditos.
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| Romanos |
Mesmo sendo a divindade suprema do panteão romano, Todo-Poderoso, omnipresente e omnisciente, mesmo assim Júpiter estava sujeito aos desígnios do Destino.
Representava o céu luminoso e tinha o poder de lançar raios, dissipar nuvens e fazer cair a chuva fecundante. Marido de Juno, sua irmã, tinha por atributos o raio, o ceptro e a águia. O seu culto era praticado por toda a Itália, no alto dos montes.
O seu culto estava relacionado com vários aspectos morais. Para além de ser uma divindade protectora, juramentos, ligas, tratados e outros acontecimentos do mesmo género também faziam parte das suas áreas de intervenção e, por isso mesmo, não é de se estranhar os casamentos fossem celebrados na presença do sacerdote de Júpiter.
Apesar das voltas que o Império Romano deu ao longo da sua longa existência, as ligações de Júpiter com os aspectos morais e de consciência nunca se perdeu.
Com a construção do templo no Capitólio dedicado a Jupiter Optimus Maximus, que era o melhor de todos os Júpiteres, as características morais e justas de Júpiter, adquiriram nova força. Em conjunto com Juno e Minerva, Júpiter constituía uma tríade venerável.
A 13 de Setembro, a data mais tarde associada aos Ludi Romani (Grandes Jogos), eram levados a cabo os festejos e celebrações de consagração a Júpiter, que tinha o seu culto espalhado por todo o Império.
Júpiter evoluiu sempre consoante as necessidades dos romanos. Na era Republicana, quando Roma era uma cidade agrícola, apareceu como sendo uma divindade agrícola, encarregado do Sol e da Lua, tendo por nome Jupiter Lucetius, mas também, como Jupiter Elicius, era encarregado das chuvas, ventos, tempestades, trovões e relâmpagos. Era considerado também o responsável pelas forças criadoras (Jupiter Liber) e o regente das pedras divisórias dos campos, sob o nome de Jupiter Terminus.
Mas quando a cidade evoluiu para uma metrópole de comércio e para uma potência militar, Júpiter foi "transformado" no protector da cidade e do estado de Roma. Ainda assim, era invocado e mencionado numa variedade de nomes dependendo, claro está, das responsabilidades que lhe eram atribuídas. Assim, temos o deus guerreiro Jupiter Stator, Feretrius e Victor. Como o grande deus do Império, o Jupiter Optimus Maximus. Havia ainda Jupiter Conservator Orbis, responsável pela protecção do Império. Como o Imperador romano era quase uma divindade ele próprio, havia um Júpiter "especial", Jupiter Conservator Augustorum, que era o protector do Imperador.
Aparecia nas moedas retractado como um homem com barba, velho, muitas vezes nu segurando ou atirando raios. Tanto podia estar em pé como sentado, tendo por animal sagrado a águia, que normalmente segura numa mão esticada, ou em alternativa, pousada aos seus pés. A maioria das imagens romanas de Júpiter são cópias ou resultado de inspirações em estátuas da divindade grega Zeus.
Obviamente, como em quase todas as histórias da mitologia clássica, há casos amorosos. Júpiter era casado com Juno, que era muito ciumenta, já que Júpiter dava muita atenção a outras deusas e mulheres mortais. Ele disfarçava-se várias vezes de animal para poder dormir com outras mulheres e, normalmente, quando Juno descobria esse caso do seu marido, ela punia severamente as mulheres. Embora apareça poucas vezes mencionado ou contado, Juno era senhora de grandes poderes e todos os que a fizessem zangar, pagavam um alto preço...
Por exemplo, quando Júpiter se apaixonou pela bela Io, Júpiter transformou-a numa vaca, para assim a proteger da fúria de Juno. Mesmo assim, Juno acabaria por descobrir a relação deles, e prendeu Io, transformada em vaca. Io acabaria por fugir, mas Juno enviou uma mosca do gado para a atormentar para toda a eternidade, picando-a constantemente.
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| Gregos |
Zeus era o deus supremo, a divindade mor do Olimpo. Era superior a todos os outros em espirito, sabedoria, justiça e dominante entre os justos, através da persuasão e intimidante entre os maléficos através dos castigos.
Segundo alguns, foi Zeus o responsável pela Guerra de Tróia, como um meio de esvaziar o Mundo, através das inúmeras mortes que dessa guerra viriam.
Utilizava como arma o raio de trovão, que havia obtido dos Ciclopes, e uma águia trazia de volta os raios que ele atirava.
Tanto Gaia como Urano, avisaram Cronos (Saturno) de que ele haveria de ser deposto do trono pelo seu próprio filho. Assim, para se prevenir deste acontecimento, Cronos engolia cada novo filho que tinha, logo após o seu nascimento. Contudo a sua esposa, Réia, ficou enraivecida com este comportamento e, grávida de Zeus, fugiu para a ilha de Creta e deu à luz Zeus numa gruta em Dicte.
A criança foi alimentada pelas Ninfas, com o leite da cabra de Amalteia, enquanto a gruta era guardada pelos Curetes, que batiam com as suas lanças nos seus escudos, de modo que Cronos não ouvisse a voz de Zeus.
Entretanto, Réia levava a cabo o seu plano, tendo enrolado em roupas de bebé uma pedra, e tendo-a dado a Cronos para que ele a engolisse, pensando que era Zeus. E foi assim que Cronos, foi enganado.
Segundo certas histórias, Amalteia era uma das amas de Zeus. Era uma naia, famosa no Monte Ida, de Creta, que tomou conta de Zeus quando ele precisou de estar escondido do seu pai, Cronos, que movido pelo medo de ser destronado pelo seu filho, como havia sido previsto, devorava cada um dos seus filhos recém-nascidos. Amaltea, conta-se, pendurou o berço de deus numa árvore, de modo a que ele não fosse encontrado nem na terra, no céu ou no mar. Depois reuniu vários jovens a quem deu lanças e escudos, com ordens para andar à volta da árvore, fazendo barulho para que o choro do pequeno Zeus não fosse ouvido. Estes jovens eram os Curetes, embora por alguns fosse conhecidos por Coribantes.
Também se conta que Amalteia era dona de um corno de touro que podia fornecer comida e bebida em abundância. Outra história conta que a cabra de Amalteia, um dia partiu um dos seus lindos cornos. Amalteia pegou então nele, embrulhou-o em ervas frescas e levou-o cheio de frutos à boca de Zeus. Por causa disto, quando Zeus ascendeu ao trono, transformou Amalteia e o corno da fartura em inúmeras estrelas no céu.
Quando finalmente cresceu, Zeus pediu a Metis para o ajudar a destronar o seu pai. Para tal, Metis deu a tomar a Cronos, uma poção que o fez vomitar primeiro a pedra e depois os seus filhos. Depois, com a ajuda dos seus irmãos e irmãs, Zeus travou guerra com o seu pai e com os Titãs e foi vitorioso. Com tal conquista, Zeus ascendeu a senhor do Olimpo.
Metis escondia-se sob muitas formas para evitar os abraços de Zeus, mas mesmo assim, acabou por vir a ser a sua primeira esposa. Gaia havia profetizado que depois de parir a menina que tinha no útero, Metis haveria de dar à luz um filho que haveria de ser o senhor dos céus. Por medo à profecia, Zeus engoliu Metis. Quando o parto teve de acontecer, Prometeu abriu a cabeça de Zeus com um machado e saiu de lá Atena, completamente armada, no rio Tritão.
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Fontes:
Windows to the universe - http://www.windows.ucar.edu/windows.html
http://www.utahskies.org/solarsystem/planets/jupiter/mythology.html
http://homepage.mac.com/cparada/GML/Zeus.html
http://www.gods-heros-myth.com/godpages/zeus.html
http://messagenet.com/myths/bios/zeus.html
http://www.webonautics.com/mythology
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