Como a generalidade das divindades romanas, Mercúrio também teve origem numa divindade Grega, Hermes.
Hermes era o deus dos viajantes, pastores, oradores, da astúcia, poesia, atletismo, pesos e medidas, ladrões e era também o mensageiro dos deuses para os humanos.
Filho de Zeus e a ninfa Maia, é o equivalente a Turms, divindade Etrusca. Nascido numa caverna no Monte Cilene no Peloponeso, entre Acaia e Arcadia. Estas suas origens explicam o seu epíteto Hermes Cilenio.
Hermes era venerado com especial fervor pelos viajantes, peregrinos, poetas e ladrões. Apesar de existirem templos em sua honra, um pouco por toda a Grécia, Arcadia era o maior centro de veneração ao seu culto. Os festivais em sua honra, chamados Hermoea, eram especialmente mantidos em Arcadia.
Hermes era responsável também pela condução das almas dos recém-mortos para o submundo de Hades. Também trazia os sonhos aos mortais vivos.
Para além da lira, Hermes também inventou muitos tipos de corridas e tudo o que diz respeito ao boxe. Os estádios e ginásios espalhados pela Grécia tinham frequentemente estátuas em sua homenagem.
No entanto, na Grécia mais antiga, Hermes não tinha as funções discutidas atrás. Era antes um deus fálico, associado à fertilidade, sorte, estradas e fronteiras. O seu nome vem da palavra "Herma" que se refere a um pilar quadrado ou rectangular em pedra ou bronze. Uma representação da cabeça de Hermes, normalmente com barba, ficava no topo do pilar, e genitais masculinos adornavam a base do pilar. Estas representações eram os "Hermai" e apareciam nas bermas das estradas. Em Atenas, era comum vê-los no exterior das casas para dar sorte.
Em 415 antes de Cristo, quando a frota de Atenas estava para zarpar em direcção a Siracusa, durante a Guerra do Peloponeso, todos os Hermai foram vandalizados.
Os atenienses acreditaram que havia sido obra de sabotadores ou de Siracusa ou de pessoas atenienses contra a guerra. Pelos vistos Alcibiades, pupilo de Sócrates, era suspeito de ter participado na sabotagem e, indirectamente, Sócrates pagou com a sua vida o suposto acto de vandalismo do seu pupilo.
Normalmente Hermes era representado com um elmo alado, sandálias também elas aladas. Vestia-se como viajante, operário ou pastor.
A sua descendência conta-se da seguinte forma:
Pã, seu filho com Dryope, uma princesa humana. O seu babe, meio humano, meio bode, aterrorizou-a de tal forma que ela fugiu. Assim, Hermes levou-o par ao Monte Olimpo onde os deuses apreciaram a sua boa disposição e riso. Acabou por se tornar num deus venerado pelos pastores e homens dos bosques.
Abderus, filho de Hermes que haveria de ser devorado pelos Mares de Diomedes, quando lá se deslocou com o seu amigo Heracles.
Hermafroditus foi o seu terceiro filho, desta feita com Afrodite. Foi transformado num hermafrodita pelos deuses, em resposta a Salmacis.
Hermes desempenhou várias facetas, entre as quais, está o salvamento de Odisseu das garras de Calipso e Circe. Isto aconteceu porque convenceu Calipso a deixá-lo ir em liberdade e protegendo de Circe, com uma erva que o protegeu dos feitiços de Circe.
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