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A minha montagem EQ-1 anterior tinha muitas limitações
sem dúvida, mas quando chegava a hora de a transportar,
qualquer mochila servia, não necessitando muitos cuidados.
O mesmo não acontece com a montagem do LXD55... Com motores
e todos os componentes eléctricos inerentes ao Autostar,
a coisa muda de figura. É o ponto crítico de todo
o telescópio e também a componente mais valiosa.
Assim há que providenciar uma forma de a transportar e
armazenar suficientemente segura.
O processo de construção de uma mala de transporte
é simples, ao contrário da mala para a OTA que foi
construída toda de raiz, dado que era difícil encontrar
no mercado caixas daquelas dimensões e facilmente adaptáveis.
Para a GEM há muitas opções disponíveis,
sendo apenas necessário trabalhar o interior... Cá
vão as etapas de construção de uma mala cujo
custo final foi pouco superior aos 30 Euros.
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1º
-Encontrar uma caixa/mala com as dimensões adequadas. O
meu objectivo era fazer algo aproximado a mala da JMI que pode
ser vista aqui.
Para isso escolhi uma mala para ferramentas. São vendidas
por sensivelmente 20 Eur. Há vários modelos, umas
mais robustas do que outras. Esta pareceu-me uma boa opção...
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Fig.1
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| 2º
- Tratar do interior. O objectivo era formar um molde onde a cabeça
da montagem pudesse encaixar. Uma opção válida
seria aproveitar o esferovite original e forrá-lo para
lhe dar mais durabilidade. Mas no meu caso, tendo em conta que
estamos a falar de um equipamento em 2ª mão, o esferovite
já estava demasiado desfeito.
2.1 Voltando a usar as placas Matemousse,
cortei dois níveis à medida do fundo da mala (Fig.3),
uma vez que a GEM irá ficar aqui pousada, fazendo cerca
de 18mm de esponja.
2.2 Nas lojas de materiais de construção encontra-se
normalmente soluções muito interessantes para este
tipo de trabalhos. Para fazer o molde encontrei umas placas (Floormate)
que normalmente são usadas na construção
civil como isoladores térmicos e acústicos (Fig.4)
Não fazia ideia que existiam. São semelhantes ao
esferovite mais muito mais compactas e resistentes. Sendo fáceis
de trabalhar... Um X-Acto corta-as muito bem e praticamente não
se desfazem... |

Fig.3
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Fig.4
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2.3
- Depois de cortar a Placa Floormate à medida, coloquei
a cabeça da montagem em cima desenhando o seu contorno
com um marcador... Coloquei ainda a barra dos contrapesos e deixei
no canto superior esquerdo uma divisão para o Autostar,
podendo estes dois aspectos ser conferidos já
a seguir... |

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Fig.5
Ampliar Fig.6
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| 2.4
- Já com as formas da montagem e restantes divisões,
é ainda necessário repetir o processo e cortar nova
placa (Fig.8) uma vez que uma apenas não tem a altura suficiente.
Na Fig.8 pode-se ver duas fitas elásticas com velcro nas
extremidades. Foram coladas ao fundo da mala e tem como objectivo
prender a montagem. Não são absolutamente necessárias
mas sempre dão uma segurança extra num caso de abertura
inadvertida da mala durante o transporte. Para além disso
de notar que na tampa foram já colocadas dois níveis
de espuma à semelhança do que foi feito no fundo
e descrito no ponto 2.1. |

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Fig.7
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| 2.5
- A partir deste momento começam os trabalhos estéticos
e de acabamento. É recortado mais um nível de espuma
matemousse desta vez para colocar no topo do molde. A fita adesiva
(absorvente, evitar a plástica) garante a união
e confere-lhe maior durabilidade e resistência aos permanentes
processos de colocar/retirar a cabeça da montagem (tendo
em conta que estamos a falar de algo semelhante ao esferovite). |
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2.6
- Toda a estrutura é pintada a spray preto... E já
estamos muito perto do fim! |
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E
o resultado final... ;) |

Fig.12
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| Cá
fica mais uma ideia para um trabalho simples, funcional e económico!
1 Mala para ferramenta (Leroy Merlin)
1 Placa Matemousse (Continente)
1 Lata spray preto (Continente)
2 Fitas elásticas com velcro (Max Mat)
1 Placa Floormate (AKI)
homemade lxd55 OTA case |