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Júpiter, o Rei dos Deuses na mitologia Romana. É
o gigante do nosso sistema solar, composto maioritariamente por
hidrogénio (90%) e hélio (10%). O aspecto deste
planeta ao telescópio é fabuloso, simplesmente das
melhores visões que tive até ao momento. A dança
constante das suas 4 maiores luas e Grande Mancha Vermelha (que
não consegui captar nesta observação) ajudam
a que se torne um objecto sempre apetecível. Esta observação
foi complicada uma vez que o seu trajecto na esfera celeste não
é nada compatível com os limitados graus de céu
disponíveis à janela... Havia uma única posição
em que conseguia por muito pouco ter linha de vista com o planeta
n.º 5, mas abdicando do seguimento automático (mais
uma vez o tubo a bater no motor de A.R.) e pior de tudo, abdicar
do alinhamento a norte da montagem equatorial... Foi um desafio
terrível conseguir uns frames para registar(x). Não
deu para saborear suficientemente via ocular e ainda deu para
dar um (mau) jeito ao pescoço... De qualquer forma valeu
a pena. Valeu porque foi a 1ª vez que vi Júpiter,
a sua atmosfera e as suas luas. Mas se fosse a centésima
vez e mesmo assim fosse exactamente igual, continuava a valer
a pena... Vale sempre.
Eis o resultado. Na 1ª imagem um mouse over apresenta um
legenda das luas visíveis. Perderam um pouco de intensidade
no processamento, uma vez que nem sempre os melhores frames do
disco coincidiam com os melhores frames da luas. Na 2ª imagem
um processamento apenas em favor do disco e uma ligeira ampliação.
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