LCT | Lat 41º10' N Lon 8º36'W |


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A melhor forma de perceber o que se vê ao espreitar pela ocular de um telescópio é experimentar. É uma dúvida frequente de quem não tem contacto habitual com estes equipamentos perguntar o que se pode ver. Aqueles que pensam em comprar o seu primeiro telescópio também fazem esta questão. Por muitas fotos que se possam ver na net e por muito que se possa descrever, nada se compara à realidade... Não quer dizer que seja melhor ou pior, esta questão será muito subjectiva...

Observar com conforto requer prática, embora possa parecer uma tarefa simples... Há uma parte significativa da dificuldade das observações que se pode atribuir à qualidade das oculares utilizadas. Se verificarmos rapidamente a foto das minhas oculares (tipo Plossl) é mais fácil acompanhar aquilo que pretendo referir. As oculares de 25mm e 20mm tem um campo de visão aparente satisfatório, a de 10mm já exige mais ginástica do observador, enquanto que a de 3,6mm é uma autêntica anedota. As oculares wide e ultra wide já minimizam esta questão, mas aqui é preciso ter em atenção so preços... As oculares topo de gama podem custar mais de 300 euros... Não é para todos. Para além do campo de visão, ou seja, o círculo de lente disponível para observar, é importante também o eye-relief, que na prática significa a distância a que o olho pode ficar da lente para conseguir ver alguma coisa. Depois há que adicionar a natural tendência para forçar que o olho que não observa se mantenha fechado (há quem opte por usar uma pala tipo pirata, mas tapar ligeiramente com a mão também resolve) acabando por dar um trabalho desnecessário aos músculos da face. Há muitos outros factores (a forma como nos sentamos, inclinamos o corpo, posicionamos o pescoço, etc) que podem originar que as primeiras experiências de observação sejam de facto um pouco desgastantes e cansativas. Aquilo que posso garantir no entanto é que isto melhora com a pratica, com paciência e com alguma inteligência na escolha do local e formas de observação... O problema não seria tão grave se mesmo com todo o desconforto das primeiras observações fossem sempre garantidas visões deslumbrantes dos objectos celestes. Isto não acontece! Mas quem dá valor a estas coisas fica contente se num céu moderadamente poluído conseguir ver as Pleiades ou a Galáxia de Andrómeda em versão fantasma, nem que seja por uns breves segundos...

Depois há as observações no monitor do PC via webcam ou outro tipo de CCD! Aí sim de volta ao conforto habitual mas sem o prazer de receber directamente na retina dos nossos olhos os fotões de luz. O contacto visual directo tem uma mística diferente...

Será tudo uma questão de equilíbrio... De qualquer forma o que pretendo com esta página é dar exemplos através de vídeos ou outro tipo de representações, daquilo que se vê. Quem tem dúvidas pode ter uma noção mais aproximada e quem já vê algo, poder comparar e tirar outro tipo de conclusões... :)

rimart, 19 Out 2003










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